segunda-feira, 24 de março de 2014

TDA, o que é isso meu filho?

Não é doença da moda, não é problema de criança, não esquisitice, mas sim um transtorno que pode ser contornado!

●TDAH: Transtorno de Déficit de Atenção e hiperatividade,  antigo DDA: Distúrbio de Déficit de Atenção.

●Porque transtorno e não distúrbio?
Distúrbio remete a doença já o transtorno é sinônimo de contratempo, algo que é possível ser driblado.

●Quando  eu sei que sou ou convivo com um TDA?
Não dá pra saber sem um diagnóstico preciso, que é feito apenas em neuropsicólogos especializados  nesses testes, mas os indícios começam na idade escolar de 6 á 7 anos, que é quando se pode diagnosticar.

●E como é?
Bom é um caos hahaha Mas vou dizer por mim, a desorganização é uma constante na nossa vida desde bagunça física: brinquedos (no caso de crianças) matérias da escola e demais objetos pessoais... Até a bagunça mental e emocional, uma vez que nosso cérebro não tem descanso!

●Como assim cérebro que não quer descansar? 
Falando um pouco mais especificamente, é um funcionamento alterado do cortex pré frontal, responsável dentre outras coisas pela CONCENTRAÇÃO! 
Isso faz a gente emendar um pensamento no outro, sem dar prioridade a coisa alguma... Por isso a bagunça física, começamos uma atividade paramos, daí começamos outra, paramos e assim por diante...

●Pera, TDA ou TDAH?
O TDA possui 3 subtipos: Hiperativo, impulsivo e desatento... Embora todos os portadores tenham um pouco de tudo, uma das características sempre será predominante, por isso o H de hiperativo não cabe a todos, ás vezes a pessoa nem é agitada (só mentalmente), mas tem o transtorno.

●E porque prejudica tanto?
Na vida acadêmica tanto quanto a profissional é impotantíssimo termos FOCO nas nossas atividades diárias, uma rotina, um horário pré-estabelecido, além de prioridades nas tarefas conforme o grau de importância.
O portador do TDA não consegue manter nada disso por muito tempo, por isso tantos problemas na escola/trabalho e algumas vezes em nos relacionarmos com determinadas pessoas por sermos de fato impulsivos.

●Então como o TDA estuda ou trabalha?
Dá sim pra ter uma vida, caótica, mas dá. hahaha
O fato é que mesmo a concentração não sendo boa, somos bem criativos e parece que há uma compensação já que boa parte dos TDAs constumam ser inteligentes.(desejo muito que esse seja meu caso hahaha)

●Mas porque só agora as pessoas falam disso? Virou moda né?
Mais ou menos, agora passamos a ter mais informação sobre o transtorno, isso faz com que pessoas leigas acreditem que são portadores e se autorotulem TDAs ou pior rotulem seus filhos com algum problema de concentração (não necessariamente TDA) como portadores.
O ideal é procurar a informação correta, como neuropsicólogo especialista em testes do tipo, ele sim vai te dizer não só com palavras, mas também com um laudo caso se trate do transtorno mesmo!

●Mas se não é doença porque se toma remédio??
O remédio nem sempre é pra vida toda, é uma FERRAMENTA.
Como se pode ensinar uma pessoa a ter foco, prioridades e organização,  sem concentração?  O remédio serve para manter a pessoa concentrada, enquando ela aprende a se condicionar pra cada uma dessas coisas e pra criar mecanismos próprios que o ajudem. Mas certamente é possível parar com a medição, embora role um grande esforço pra isso.

●Como é o convívio com um TDA?
Não muito agradável,  somos aquelas pessoas sem foco, no "Mundo da Lua", e avoados. Acabamos adotando isso como nossa personalidade.
Muita gente leva muitas broncas de pais e professores na infância,  porque perdem as coisas, mesmo as impotantes, está sempre com seus pertences bagunçados e não presta atenção em nada!
Somos aqueles que não lembram de dar recados, que atravessamos a rua sem olhar, derrubamos e por vezes quebramos tudo, interrompemos as pessoas em suas falas (impulso), além de estarmos contantemente ATRASADOS!
Para pessoas mais comedidas e controladas somos verdadeiros estorvos! Mas também há o carisma desse nosso "jeitinho"  atrapalhado que encanta alguns.

●Se você for pai ou mãe de uma criança com características que possam indicar o transtorno:
Ajude seu filho, não fica só cobrando, isso não ajuda! Não adianta ameaçar ele ou botar de castigo pra ele ser o que você quer, ele nasceu outra pessoa, não é sua continuação. Você pode  transmitir seus valores e suas crenças, mas ele é quem decide se vai seguí-los.
No caso do TDA, não adianta dizer pra ele que ele deve ser organizado e menos inquieto... Senta com ele, e bole um "plano de ação intergalático"  pra que depois da missão dever de casa ele possa ir pro planeta playground jogar bola com os amigos.
Se não for assim, só vai ter estresse de ambos os lados, respeite os limites dele.

●A insônia e o hiperfoco são reais?
Siiim, a insônia é normal precisamos nos exaurir, pq temos muita dificuldade de desligar os pensamentos para enfim dormir, o bom é sempre fazer atividade física intensa (não perto da hora de dormir por causa da adrenalina)
O hiperfoco, é uma coisa incrível pra mim... Como um eclipse lunar hahaha Mas eu amo, ficar focada em uma coisa a ponto de esquecer o mundo a minha volta, e é ótimo quando isso ocorre quando estou estudando, mas nem sempre é assim, muitas vezes acontece com coisas que podem atrapalhar como com computador e jogos de videogame... Por isso parem com as solicitações pra joguinhos, EU NÃO JOGO!

●O remédio funciona?
Olha, tem que tomar muuuito cuidado com esses remédios, porque são sim bem fortes e tomados de forma incorreta podem trazer sérios prejuízos.
Tem uma galera que precisa passar em vestibular pra medicina ou em concurso público que toma por baixo dos panos, maior doidera, não faça isso!
O legal é se conhecer, sem sempre o remédio de primeira escolha te cai bem, por isso é bom um acompanhamento pra saber o que funciona melhor com o seu corpo.

●E como é com o tratamento, melhora?
Primeiro de tudo é bom saber se você realmente é um TDA, caso for...
Seja  humilde procure pscoterapia, de preferência cognitivo comportamental pra trabalhar mudanças nos hábitos, além disso alguns problemas secundários como: Baixa autoestima que se desenvolve pelas constantes críticas ao nosso comportamento, ansiedade e tendencia a desistência por não conseguir concluir tarefas.
Além disso se for necessário procure um bom psiquiatra (que não é só médico de doido tá?) ele vai te dar a medição correta...

●Como viver bem sendo TDA? Dá pra mudar a vida?
A vida eu não digo, mas a forma de lidar com as contrariedades diárias... Admitir seus limites e desatenção é fundamental, mas isso não significa se tornar um limitado, apenas te torna mais paciente com sigo mesmo.
É importante se respeitar do jeito que se é, para se fazer ser respeitado.
Ex.: Chegou atrasado? Peça desculpas! Caso a pessoa continue reclamando... Problema dela! Não se culpe, apenas tente ser um pouco mais programado em uma próxima vez.
Fora isso, aprenda que: Não é porque todo mundo faz mil coisas ao mesmo tempo sem ter prejuízo algum, que você também precisa ser assim, evitar comparações é o ponto! Sim, você tem um transtorno, não, isso  não te faz um incapaz.
Faça o mínimo, pra poder se dedicar ao máximo e se sentir satisfeito com aquilo, tenha compromisso de verdade com as coisas!
Seguir uma rotina, por mais entediante que seja, é importante para manter focado nos seus objetivos.
Esqueça o olhar crítico dos outros, viva pra você e tenha suas esquisitices se isso for te ajudar a manter suas metas. Alarme, agendas, postits tudo vale!

Gosto de falar uma coisa que define não só TDAs, mas pessoas no geral:

Somos como música, alguns podem ser rock n' roll outros bossa nova e ainda há aqueles que sejam uma Fanfarra! Viva no seu compasso, porque senão você perde o ritmo e a música perde o sentido.

* Obs.: Isso tudo que eu escrevi foi baseado em conhecimento de causa e muita leitura a respeito, não tem nada que seja inventado ou sem fundamemto, não vou citar livros porque não foi basiado em nenhum, é só o que eu sei do conjunto de tudo que já li, pesquisei e perguntei pra gente que entende doa assunto.



terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Geração Responsabilidade!

Tenho duas priminhas, uma de 9 e outra com quase 5 anos...
É inevitável que algumas vezes eu compare minha geração com a delas... Não o fato de que as roupas sejam mais feshions, o Kinder Ovo ser mais caro ou a facilidade e predisposição que elas têm com tecnologias, e sim algo que parece desapercebido, a forma como lidam com responsabilidades! Embora seus pais, meus primos de primeiro grau, não sejam nem um pouco autoritários (pelo contrário são beeem mais compreensivos que os meus pais eram quando eu aprontava... hahaha) elas já são extremamente responsáveis, o que as vezes me assusta!

São crianças e deveriam se sentir livres das cobranças sociais, não digo que devam ser mal educadas, mas um pouquinho de falta de preocupação é bom, é o melhor da infância eu diria! hahahaha
Obviamente a culpa não é dos pais, eles mesmos não cobram nada demais, mesmo! No entanto, parece que elas sentem que já devem agir com mais responsabilidade, acredito que seja uma cobrança social dessa nova geração... Elas vêm os pais cheios de obrigações, são estimuladas pelos adultos (digo amigos, parentes e demais) a serem assim, parece bonitinho, sabe? Mas pra mim é um pouquinho preocupante, porque isso não é exclusividade delas, e sim de boa parte das crianças dessa geração!  Ok, amo o fato delas não serem crianças chiliquentas, mas penso até que ponto isso é bom pra elas?


Nessas férias a mais velha, que tem 9 anos, quebrou acidentalmente um brinquedinho novo que tinha acabado de ganhar do pai, as lágrimas escorriam e por mais cômica que situação fosse pra mim (era algo super barato e havia sido acidente, certamente o pai nem se importaria), tentei consolá-la... "Mas porquê você tá chorando? Foi acidente, a gente cola e fica tudo certo!" Ela aos prantos, me respondeu: "Mas meu pai, ele vai achar que sou uma irresponsável, ele acabou de me dar isso!"  Eu com toda calma disse: "Primeiro que foi acidente, segundo que tenho certeza que seu pai entenderia e terceiro que você não precisa se tãaao responsável assim! hahaha "Vai brincar depois consertamos isso aqui!"
Lembro que, na idade dela se eu quebrava algum brinquedo,  escondia o máximo que desse, assim evitava as broncas! hahahaha


Já minha priminha de 4 anos, vive o auge da autossuficiência hahaah Escolhe suas próprias roupas, e quer fazer tudo absolumente sozinha! Tira a roupa, DOBRA e GUARDA no lugar, tudo isso sem ninguém pedir ou cobrar... Ela faz porque quer e porque gosta!
O engraçado é que as pessoas sabem que sou super bagunceira, daí olham pra ela, depois olham pra mim e começam a rir da minha cara! hahaha Até tenho gavetas arrumadas, mas como sou metódica, acabo deixando as coisas espalhadas até que eu crie coragem pra arrumar "nos mínimos detalhes..." hahaha


Fora quê, com 5 anos eu subia do playground, entrava no ap. escondida, roubava um danoninho (de mim mesma hahaha) e voltava a brincar! Assim não era obrigada a parar e fazer uma refeição completa ou fazer alguma tarefa que minha mãe queria, MELHOR FASE DA VIDA!
Acho ótimo que elas já tenham senso de responsabilidade,  mas às vezes me sinto na obrigação de lembrá -las que são crianças e podem quebrar as regras algumas vezes sim! hahaha Desculpem pais, Marcele Lucon, Renato Furuichi Sorrentino e Mauricio Lucon, mas sou um mau exemplo pras suas filhas! hahahahaha

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Por que o funk incomoda tanta gente?

Nunca estive em um baile funk, nunca  comprei um cd de funk, mas quando digo que eventualmente escuto funk, imediatamente sou hostilizada por algumas pessoas... "Credo Lilian, você precisa escutar música boa!" dizem pra mim. Muitas vezes paro e me pergunto, mas o que é música boa? Vocês já se perguntaram isso? Pra mim, música boa é aquela que te agrada ouvir, independente do gênero.

Entendo que há uma questão cultural envolvida... Enquanto uns defendem que o funk é a forma de expressão da periferia marginalizada,  outros acreditam que as letras são machistas e apelativas.
Não posso dizer que são todos os funks que me agradam, mas não nego que a melodia é contagiante, com batidas fortes que remetem a músicas tribais.

Além do mais, sempre tive uma liberdade de escolha muito grande em relação a música, em casa temos praticamente tudo de Beatles e muito rock clássico por causa do meu pai, mas também temos cds de pagode anos 90,  como Art Popular, Terra Samba, Molejo entre outros, além de sertanejo de Leandro & Leonardo a Rio Negro e Solimões, MPB desde Toquinho e Vínicius até Zé Ramanho, fora o pop que eu sempre gostei, começando pelo rei Michael Jackson e terminando com Bee Gees da minha mãe... E o melhor que todo mundo escuta tudo e gosta!
Não vou negar que sofro quando minha mãe resolve tirar a poeira dos cds do Roberto Carlos, mas não reclamo mais quando ela os escuta, ela gosta e isso que importa. 

Agora me pergunto, será que no meio de tanta diversidade de gêneros musicais eu não escuto nenhuma "música boa", ou será que o gosto das pessoas é muito limitado?

Talvez as pessoas tenham necessidade de se auto afirmar através dos gostos, vemos diariamente pessoas postando fotos das suas roupas e objetos pessoais a fim de mostrar o quanto gostam de determinada coisa e com a música não é diferente... Quem nunca viu um amigo postar um video de uma banda com os dizeres: "Isso sim é música, o resto é resto!"

O funk, como já havia comentado, apresenta  muitas vezes letras machistas, eróticas e de baixo calão o que gera mais revolta ainda, porém não se trata de uma exclusividade do funk, bandas de rock como "Velhas Virgens"  que tem letras de cunho erótico e até mesmo pornográficas em comum com alguns funks. Segue o trecho da música "Quero ver vc gozar pelo cu"
"Não vai dar tempo de discutir
Não vai dar jeito nem de fugir
Quando você vir, já está lá
É só começar a rebolar
É só a cabecinha no sul
Quero te ver gozar pelo cu"
Isso não é de forma alguma uma crítica a banda, mas ela exemplifica que as letras de cunho pornográfico não são uma exclusividade do funk.

O que realmente nos incomoda, e pode sim ser considerado falta de respeito, é o volume alto do qual alguns se  habituaram a ouvir suas músicas. Todo mundo já aumentou um pouco o som daquela música que AMA, minha vizinha que o diga, já escutou tanto minha colatânea do Michael Jackson que provavelmenta já decorou a ordem as músicas, mas tenho consciência que música absurdamente alta é pra ser escuda em espaços fechados como casas de show e festas.
Carros com som alto e subwoofer (que são aquelas caixas de som que como diria Ivete Sangalo: fazem o chão da terra tremer!) para mim deveriam ser multados de tamanho incômodo que me causam. hahaha
Além disso, existe o respeito ao próximo! Quando minha vizinha ganhou nenê, eu evitava de aumentar muito o volume, pra não incomodá-los.

Recentemente muitas pessoas aderiram ao funk, mas não esse "funk de pobre sabe?"  passaram a escutar funk depois que surgiram cantores como Annita e Naldo, cantores com letras leves... Mas pra mim, extremamente comercializados,  para que pudessem aparecer nos especiais da tv Globo sem que chocassem a família brasileira, que na concepção da emissora se trata de pessoas pouco instruídas e completamente alienadas as questões socias.

Dá pra ver pelo funk ostentação, como o gênero já diz que essas pessoas querem ostentar o quanto estão vivendo bem por conta do funk, o quanto de grana ganham a ponto de poder esbanjar, mas porque isso? Porque a vida toda viram gente com grana por aí andando com carrão e roupas de marca, não sabiam o fazer pra se tornar um deles, apenas queriam ser. Essa ostentação sem limites que foram ensinados a desejar os tornou o que são, ricos emergentes procurando seu lugar ao sol, mas pode mos julgá-los? Estão aí ganhando a vida honestamente e enriquecendo!

As pessoas não respeitam nem enchergam as diferenças, tanto os funkeiros com música alta, quanto o as pessoas que não gostam de funk e falam com desprezo de quem gosta. O ser humano cria grupos e segrega todos os demais que não se encaixam no padrão por ele adquirido e é isso que gera esses novos grupos, mais uma vez repudiados pelos demais.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Um tapinha não dói... Não mesmo?

Muitas pessoas defendem e militam pelo direito de dar palmadas a fim de corrigir as mau criações de sua prole... O argumento mais usado a favor é: "Eu apanhei e aprendi a ser boa pessoa e a respeitar os demais."
Eu mesma tenho minhas dúvidas, dessas pessoas que levaram palmadas, quantas tem boa alto estima? Quantas  se dão bem com os seus pais? Ainda que se deem bem com os pais, qual o grau de cumplicidade? Caso tenham irmãos... São amigos? Já tiveram algum tipo de rivalidade entre irmãos? Tem alguma atitude agressiva ou explosiva? São nervosos? Já tiveram alguma dificuldade na escola? Tem um bom relacionamento interpessoal? Sentem algum tipo de fobia? Tem algum vício?
São reflexões que não são feitas por essas pessoas, mas que muitas vezes estão relacionados a uma agressão qualquer do passado e fazem toda diferença ao longo do nosso desenvolvimento.
Não digo que os pais não devam ser diciplinados em relação a educação dos seus filhos, tudo o que não precisamos são mais crianças mau educadas por aí, obrigada! hahaha Mas é possível educar sem bater sim, contudo exige maior dedicação e paciência,  o que nos tempos atuais é um tanto complexo, uma vez que a maior parte das pessoas trabalham e encontram com seus filhos no seu pior momento do dia, a noite, quando já estão cansados e sem muita paciência para eles (Isso não é desculpa para alguma agressão!).
Crianças aprontam desde que o mundo é mundo, isso não é uma exclusividade do seu filho, sobrinho, afilhado ou irmãozinho... Se apanhar relmente funcionasse, os detentos das penitenciárias nunca teriam cometido crime algum, porque é bem provável que tenham apanhado dos seus pais quando eram crianças também!
Se você levou palmadas e é uma pessoa de boa índole, bem resolvida e que convive bem com seus familiares e demais pessoas, você é uma minoria que superou os dissabores da infância... Mas saiba, que com a maior parte das pessoas a história não se repete com final feliz.
Além do mais, não acho que pais e tutores criem seus filhos para que sejam iguais ou semelhantes a eles, costumam desejar que seus rebentos os superem, sejam mais realizados, que amem mais e sofram menos, para que estes gozem mais a vida do que seus próprios progenitores.
Se nada disso te fez acreditar que as palmadas são desnecessárias, aqui vai minha última tentativa: Queremos que as próximas gerações sejam iguais ou queremos que sejam melhores que a nossa?

HPV- Não julgue, informe-se e se previna!

Depois de muita discórdia a respeito dos rolezinhos, resolvi falar de outra coisa... Mas ainda falando de preconceito, porque eu acredito que dá pra mostrar como ele não faz sentido algum!
Não sei se vocês sabem, mas o HPV, que é um vírus possui várias cepas (tipo hepatite, que tem A, B, C), algumas dessas cepas podem progredir a câncer do colo do útero... Não adianta usar camisinha, qualquer contato com a pele ou superfície contaminada já é bastante pra se contaminar.
Existe uma vacina, pra previnir a mulher contra até 4 subtipos, 3 em especial, causadores do câcer de colo do útero. As vacinas são feitas em 2 ou duas 3 doses, e custam aproximadamente 500 reais (CADA DOSE), porém sua eficiência é garantida apenas em mulheres de 9 a 26 anos.
Precisei entrar na faculdade pra saber disso tudo, e sei que é capaz de que mais de 90% das pessoas nem saibam disso...
O SUS só oferece a vacina pra garotas de 10 á 13 anos parece e obrigatóriamente estudantes da rede pública. Muitos dos pais se recusam a deixar a filha tomar as vacinas, pq acham que tomar uma vacina contra uma DST é um estímulo pra que iniciem sua vida sexual mais cedo! (Sim, ignorância! Mas não se esqueça que o nível de instrução dessas pessoas costuma ser bem baixo)
Aposto que muita gente que conheceu alguém com HPV já disse: "Tbm, não usou camisinha..." Como se fizesse diferença ter usado ou não.
Por isso que eu digo, é preciso não só informação, mas muita paciência... As pessoas só criam consciência com o tempo e não dá pra julgar sem conhecimento de causa! Quem não conhece aquela amigo do amigo que pegou HIV por causa do parceiro infiel, com o alicate contaminado da manicure, fazendo hemodiálise naquelas máquinas antigonas (a propósito, ainda há risco na hemodiálise?).
O nosso mal é sermos pouco analíticos, vários julgamentos cairiam por terra se refletíssemos mais!
Não conheço todos os laboratórios que fazem a vacinação preventiva, mas sei que no Lavoisier tem, site para mais informações: http://www.lavoisier.com.br/index.php/voce/vacinas

Obs.: Homens também estão suscetíveis a contrair HPV, mas obviamente não correm risco de que progrida para câncer no colo do útero.


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Permita-se aos elogios.

Nunca soube reagir muito bem aos elogios, embora eu não seja uma pessoa tímida, eu sempre fiquei envergonhada ao ser elogiada... Não sabia muito bem como reagir, se agradecia, se retribuia o elogio ou como muitas vezes eu fazia, negava! Negava que era verdade o que a pessoa havia me dito.
Já quando o assunto era receber críticas, eu achava que reagia bem melhor, como se eu já esperasse uma desaprovação... Não me magoava, não chorava e grande parte das vezes me questionava a ponto de concluir que pessoa tinha mesmo razão.
Estava tudo errado, não é bom se iludir com elogios... Mas aceitá-los faz muito bem sim, mesmo que vc não se ache tão linda (o), inteligente ou legal quanto as pessoas pensam. Você deve pensar que a avaliação de cada um sobre você é diferente, e para determinadas pessoas vc pode sim, ser alguém muito mais legal até do que vc se considera.
E quanto as críticas, escute, mas nunca, nunca, nunca carregue alguma opinião a respeito de si que não ache que é verdade, o olhar de cada pessoa sobre nós é diferente. Algumas vezes o que define se você passou em um teste ou não são as pessoas que te julgaram, não o seu desempenho.
Nós temos infinitas habilidades a serem exploradas, a vida é muito curta pra descobrimos cada uma delas, por isso nunca perca a oportunidade de fazer algo novo... Nunca se sabe quando vamos descobrir que somos realmente bons em algo! Além disso, nunca diga a uma pessoa que ela não serve para determinada tarefa antes que ela mesma tire as próprias conclusões.

Começando!

Resolvi fazer um blog, porque percebi que a minha necessidade de escrever estava ultrapassando meu bom senso nos tamanhos das postagens do Facebook! hahaha
Já tinha interesse em ter um antes, mas talvez eu não tivesse tanta coisa assim a dizer há algum tempo atrás, ou então não soubesse como dizer o que pairava sobre a minha mente. hahaha
Isso não é um diário, mas inevitavelmente acabarei falando muito de mim, até como forma de trocar experiências com as pessoas, acredito que quando falamos de nós sem egocentrismo, deixamos as pessoas um pouco mais a vontade para falar delas também e consequentemente começamos a trocar.
Escolhi o Snnopy para ser minha capa, porque além de ser fofo e nostálgico, considero um dos melhores quadrinhos/desenhos que já foram feitos. Tem aquela pegada de "O Pequeno Príncipe" é feito para crianças, mas a gente só compreende bem depois de adulto.
Bom, sejam bem vindos leitores e leitoras e sintam-se a vontade para fazer "intromissões" construtivas e pertinentes.